O Pequeno Farol
Quarta-feira, 20 de Abril de 2011
Gianna Nannini - Meravigliosa Creatura
Molti mari e fiumi
Attraverserò
Dentro la tua terra
Mi ritroverai
Turbini e tempeste
Io cavalcherò
Volerò tra i fulmini
Per averti
Meravigliosa creatura
Sei sola al mondo
Meravigliosa paura
Di averti accanto
Occhi di sole
Mi bruciano in mezzo al cuore
Amo la vita meravigliosa
Luce dei miei occhi
Brilla su di me
Voglio mille lune
Per accarezzarti
Pendo dai tuoi sogni
Veglio su di te
Non svegliarti, non svegliarti ancora
Meravigliosa creatura
Sei sola al mondo
Meravigliosa paura
Di averti accanto
Occhi di sole
Mi tremano le parole
Amo la vita meravigliosa
Meravigliosa creatura
Un bacio lento
Meravigliosa paura
Di averti accanto
All'improvviso
Tu scendi nel paradiso
Muoio d'amore meraviglioso
Muchos mares y ríos
Atravesaré
Dentro de tu tierra
Me reencontrarás
Remolinos y tempestades
Yo cabalgaré
Volaré entre los rayos
Para tenerte
Maravillosa criatura estás sola en el mundo,
Maravilloso miedo de tenerte cerca
Ojos de sol me queman en medio del corazón
Amor es vida maravillosa
Luz de mis ojos
Brilla sobre mi
Quiero mil lunas
Para acariciarte
Pendo de tus sueños
Velo sobre ti
No te despiertes, no te despiertes
No te despiertes...todavía
Maravillosa criatura estás sola en el mundo,
Maravilloso miedo de tenerte cerca
Ojos de sol me tiemblan las palabras
Amor es vida maravillosa
Maravillosa criatura un beso lento
Maravilloso miedo de tenerte cerca
De repente tu bajas al paraíso
Muero de amor maravilloso
Maravillosa criatura
Maravillosa
Ojos de sol me queman en medio del corazón
Amor eres vida maravillosa.
Tu mamá te espera.
Quarta-feira, 30 de Março de 2011
O Meu Aniversário
Segunda-feira, 5 de Julho de 2010
Hoje estou cansada...
Cansada psicologicamente…
Cansada de problemas, de discussões, de perseguições…
Cansada de me tentar fazer ouvir sem sucesso…
Cansada de ninguém conseguir adivinhar o que penso…o que sinto…
Quero paz!
E receio só a atingir quando estiver completamente só!
Hoje estou cansada…
Cansada de problemas, de discussões, de perseguições…
Cansada de me tentar fazer ouvir sem sucesso…
Cansada de ninguém conseguir adivinhar o que penso…o que sinto…
Quero paz!
E receio só a atingir quando estiver completamente só!
Hoje estou cansada…
Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Não é fácil ser mulher...
Se por um lado a mãe natureza nos deu a capacidade de gerarmos dentro de nós um novo ser, por outro brindou-nos com tudo o que é mau.Ele é o período todos os meses. A maldita TPM com tudo o que ela implica. Ele é o andar nove meses a carregar uma criança na barriga. Ele são os enjoos nos primeiros meses. Ele é o parto. Ele são todas aquelas dores de morte. Ele são as estrias na barriga. Ele é o peito a descair. Ele são as gorduras acumuladas no rabo. Ele é a depressão pós-parto. E por aí adiante.
Como se não bastasse tudo isto, as mulheres ainda têm prazo de validade.
Um homem giro e solteiro de trinta e tal anos é um bon vivant. Uma mulher gira e solteira de trinta e tal anos é uma solteirona encalhada que ninguém está para aturar. Um homem de quarenta anos está no auge do seu charme. Uma mulher de quarenta anos está no início do seu processo de decadência. Um homem pode ter filhos até morrer. Uma mulher pode tê-los, no máximo, até aos quarenta e cinco, sendo as probabilidades de os ter a partir dos trinta anos cada vez menores.
Aos trinta e três anos comecei a sentir na pele esta triste realidade. Qualquer mulher que queira ser mãe (ainda que não tenha pressa nenhuma nisso, nem tampouco sinta o apelo da maternidade ou o seu relógio biológico a dar sinal), a partir dos trinta começa a fazer a contagem dos anos que lhe faltam para concretizar o seu desejo. E ainda que não lhe agrade para já a ideia de abdicar da sua vida tranquila e despreocupada em prol de uma criança rabugenta, pensa que não quer chegar aos cinquenta anos sem qualquer descendência. Quem disse que era fácil ser mulher?
Terça-feira, 15 de Junho de 2010
O amor é um lugar estranho...
O amor é um lugar estranho, porque somos nós que o procuramos e é sempre ele que nos encontra. Um lugar onde só se vai de olhos fechados e coração aberto, sem saber ao que vamos, mas sabendo apenas que queremos ir.
Todos sabem o caminho de cor, até ao dia em que o têm de percorrer. Aí o passo treme, vacila, hesita, suspira, respira fundo, chama por ele, pede-lhe ajuda. E o amor ri-se, sopra um beijo e diz-nos ora para sermos pacientes, ora para sermos ousados. E assim se define o caminho para o amor, feito de contradições, numa alameda de encantos e desencantos, tão única como o lugar aonde nos leva.
Lá chegados, no meio do nevoeiro, surge de novo essa mesma certeza: o amor é um lugar estranho. Nele não existe nem noite nem dia. A luz vem do fogo dos que amam, a escuridão do vazio que os separa. Juntos são Sol, são Lua, brincam entre planetas e galáxias, beijam-se escondidos na cauda dos cometas. Separados são a distância entre as estrelas, que parecem tão perto, mas infinitamente tão longe.
Nesse lugar o tempo não passa, os risos não morrem, as palavras não se esquecem. O amor não é um lugar estranho por ser perfeito, mas por tornar belas as pequenas imperfeições. E as sombras que aí existam, quando o amor é sincero, são como a efémera que tem a sua existência definida pelo seu nome.
O amor não é um lugar estranho por ser feito de riqueza e palavras caras, de beleza ou deslumbramento. É estranho por ser feito de sonhos, daqueles que nos alegram por serem verdade mesmo depois de acordarmos.
E se fosse feito um mapa desse lugar tão estranho, o resultado seria uma folha em branco. Porque o amor não se define pelo que os olhos vêem e pelo que as palavras dizem. Define-se por ser indefinível e aqueles que têm a felicidade de repente se encontrarem não se preocupam em descrevê-lo.
Para quê? Se o melhor desse estranho e almejado lugar é poder vivê-lo.
Sem um tu, sem um eu.
Nós.
Todos sabem o caminho de cor, até ao dia em que o têm de percorrer. Aí o passo treme, vacila, hesita, suspira, respira fundo, chama por ele, pede-lhe ajuda. E o amor ri-se, sopra um beijo e diz-nos ora para sermos pacientes, ora para sermos ousados. E assim se define o caminho para o amor, feito de contradições, numa alameda de encantos e desencantos, tão única como o lugar aonde nos leva.
Lá chegados, no meio do nevoeiro, surge de novo essa mesma certeza: o amor é um lugar estranho. Nele não existe nem noite nem dia. A luz vem do fogo dos que amam, a escuridão do vazio que os separa. Juntos são Sol, são Lua, brincam entre planetas e galáxias, beijam-se escondidos na cauda dos cometas. Separados são a distância entre as estrelas, que parecem tão perto, mas infinitamente tão longe.
Nesse lugar o tempo não passa, os risos não morrem, as palavras não se esquecem. O amor não é um lugar estranho por ser perfeito, mas por tornar belas as pequenas imperfeições. E as sombras que aí existam, quando o amor é sincero, são como a efémera que tem a sua existência definida pelo seu nome.
O amor não é um lugar estranho por ser feito de riqueza e palavras caras, de beleza ou deslumbramento. É estranho por ser feito de sonhos, daqueles que nos alegram por serem verdade mesmo depois de acordarmos.
E se fosse feito um mapa desse lugar tão estranho, o resultado seria uma folha em branco. Porque o amor não se define pelo que os olhos vêem e pelo que as palavras dizem. Define-se por ser indefinível e aqueles que têm a felicidade de repente se encontrarem não se preocupam em descrevê-lo.
Para quê? Se o melhor desse estranho e almejado lugar é poder vivê-lo.
Sem um tu, sem um eu.
Nós.
talvez assim, no meio de toda a sua estranheza, não nos pareça tão estranho.
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